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A água é toda igual?





Hoje continuamos com o tema Água, mas vamos falar daquela que consumimos.


Eu, tanto em casa como no meu local de trabalho, não tenho água da rede - temos furo(s).
Em casa, fazemos análises periódicas e embora seja boa para consumo temos na cozinha um filtro de Osmose, no entanto habituei-me a ter desde (quase) sempre um garrafão de água sempre disponível para consumo.

No trabalho, as primeiras análises mostraram que não era muito boa, e como aquela que seria utilizada para consumo humano era só uma ínfima parte, optamos por nunca colocar nenhum filtro para tratamento, e consumimos água engarrafada.

Chegamos ao intuito deste post...
A água que compramos é toda igual?
Aquelas dezenas de marcas que encontramos nas prateleiras do supermercado só diferem no rótulo e no preço?

Há uns meses, deparei-me com um post sobre os benefícios da água alcalina. Já conhecia a "corrente" alimentação alcalina, mas nunca tinha pensado na diferença do ph das águas.
Decidi experimentar. 
Em Portugal, à venda nos supermercados, a marca que tem o ph mais elevado, de 9,5 é a Água de Monchique.
É a água que tenho um garrafão na bancada da cozinha, é a que tenho no trabalho e a que levo para o ginásio.
Se faz tão bem como dizem?
Não sei.
Sei que nunca tive a minha urina tão clara como desde que a comecei a consumir com regularidade.

A água que bebemos também faz parte da alimentação saudável que procuramos.

Parece simples, e até pode ser, se mudarmos um hábito de cada vez...



Pequeno almoço sem correrias




Sempre que possível tomo o pequeno almoço em casa (e aqui no "possível" leia-se, não fiquei mais 10 minutos na cama a fazer ronha, só tenho roupa para estender e não também para apanhar, as marmitas para o almoço ficaram orientadas de véspera...).

São poucas as vezes que abdico da torrada, e aí já me habituei a ter o pão de centeio, congelado mas já fatiado, pronto a ir para a torradeira.
O acompanhamento vai variando. 
Se o chá é rápido de fazer - a água ferve enquanto o pão torra, e se for preciso junta-se uma pedra de gelo de seguida para mais rapidamente poder beber, quando me apetece um sumo de laranja já não é bem com a mesma rapidez que fica pronto, e acabava a maior parte das vezes por desistir da ideia.
Mas sabe-me bem um sumo natural ao pequeno almoço.

E se fizer sumo para vários dias?!?!
Trabalho uma vez, lixo uma vez.



Copos com tampa para doses individuais, que no frigorífico aguentam vários dias.
Para o pequeno almoço, para a hora do estudo ou para "aguentar" enquanto o jantar não está pronto...



Mais simples assim, certo?







Kefir de leite – Parte 3 - Utilizações - POST CONVIDADO

Quem viu o meu primeiro post sobre Kefir? Devem ter ficado curiosas com as receitas!

Pensei que seria boa ideia deixar-vos aqui alguns conselhos na utilização do “iogurte” de kefir.
Para além dos benefícios, tomado ao natural, o kefir pode ser utilizado em inúmeras receitas. Tenho procurado algumas, para testar, mas na verdade acabo por inventar sempre e não seguir nada à risca! Desde gelatinas, gelados, cheesecakes, patês, queques de legumes e até bolos, tudo já se fez cá por casa. Ando com vontade de experimentar os queijos, mas ainda não o fiz.

Com os grãos de kefir a aumentarem a cada preparação, (o aumento é mais rápido com temperaturas altas), tenho de andar sempre à procura de novos adotantes ou a inventar outras maneiras de utilização para além do lanche ou pequeno almoço.

Li, que para o kefir manter as propriedades probióticas deve ser utilizado, preferencialmente, em receitas frias. Assim uma utilização prática e rápida é adicioná-lo à gelatina. Ficamos com uma espécie de “mousse de gelatina” a qual vos deixo aqui a receita.

Mousse de Gelatina



Ingredientes:
2 pacotes de gelatina de qualquer sabor
250 ml de kefir

Preparação:
Preparar a gelatina conforme indica o pacote e levar ao frio a solidificar.
Depois de sólida, bater com a batedeira até ficar bem “desmanchada”. Adicionar o kefir e voltar a bater.
Se achar necessário, para as mais gulosas, juntar um pouco de leite condensado.


E, assim, damos uso ao kefir e temos uma sobremesa rápida!
E desse lado alguém tem receitas que queira partilhar?
Colaborem com o Simplifica!

 Lucília – Sou leitora e seguidora do “Simplifica”

Escolhas alimentares




Há cerca de três anos decidi deixar de beber leite de vaca.
Depois de ler sobre o assunto, achei que algum do meu desconforto intestinal podia ser provocado pelo leite de vaca.
Experimentei alguns leites vegetais diferentes, e enquanto de alguns gosto muito, outros não gosto mesmo nada, como é o caso do de soja - não o consigo mesmo beber, o de amêndoa acho demasiado doce, e o de arroz foi desde sempre o meu preferido

imagem daqui

Mas, nem sempre tomo o pequeno-almoço em casa, e na altura a minha escolha na hora de comer fora, recaía sempre na meia de leite e na torrada.
Retrocedi. 
Achei que não fazia sentido em casa beber leite vegetal, e sempre que comia fora acabava por beber leite "normal". Para mim não havia alternativa à habitual meia de leite...

Passou-se quase um ano para que altera-se de vez esse meu pensamento.
Cada vez tomo mais o pequeno-almoço em casa, e mesmo em casa a escolha recai muitas vezes num sumo de laranja natural ou num chá, de preferência preto.

Nem sempre é fácil abandonar hábitos de sempre, nem fazer escolhas alimentares diferentes daquelas que desde sempre nos pareceram as correctas.

Não indo atrás das dietas da moda (que volta não volta aparece uma nova), devemos aprender a escutar o nosso corpo, no meu caso, foi o desconforto intestinal que sentia que me levou a procurar informação sobre as causas, e que me levou à causa possível, o leite. Mudei o leite na minha alimentação e tive melhoras significativas - falta-me a coragem de deixar de comer pão, que é responsável pelo desconforto restante... Mas não tenho. Gosto demasiado de pão. 

Entretanto, depois dos post`s da semana passada da Lucília, decidi pesquisar mais sobre o Kefir.
O Kefir é feito com leite de vaca, mas ao fermentar "come" a lactose e transforma-o numa espécie de iogurte. A lactose é aquilo que me causava o desconforto intestinal...
Já tenho a minha muda de kefir, já comecei a fermentá-lo e consumi-o hoje pela primeira vez, num batido com aveia e frutos vermelhos.
Há-de haver certamente mais post´s que falem do kefir e dos seus benefícios.

Quem desse lado já experimentou?
Ficaste com vontade de experimentar depois dos post`s da Lucília? 
Procura no FB que existem grupos de doação de Kefir.

Escolhas alimentares, uma alteração de cada vez, em busca de mais saúde.
Simples, certo?

Kefir de leite – Parte 2 - POST CONVIDADO




No seguinte da participação anterior, e a pedido da Maria, deixo-vos uma breve explicação em relação à obtenção dos grãos e “preparação” do Kefir.
Em relação à obtenção, os grãos podem obter-se através de doação. Os grãos vão aumentando a cada nova preparação e assim vão-se podendo retirar alguns e ir doando a novos adotantes. No meu caso, desde que recebi os meus, já doei a 8 pessoas e já posso doar novamente!


Falando agora da preparação, necessitamos para colocar os grãos a fermentar, de um recipiente de vidro, um guardanapo de papel e um elástico. Para coar e manusear os grãos, um coador e uma colher de plástico.



A quantidade de leite é proporcional à quantidade de grãos. Para ½ litro de leite é necessário o equivalente a uma colher de sopa de grãos de Kefir.
O leite a utilizar deve ser, preferencialmente, leite do dia à temperatura ambiente e com lactose porque é esta que alimenta e faz aumentar os grãos. Posso dizer-vos que também faço com leite UHT e por vezes acabado de sair do frigorifico e sempre correu tudo como o normal.
Os grãos são colocados no leite e o recipiente tapado com o guardanapo de papel preso com o elástico e ficam a fermentar por 12, 24 ou 48 horas. Quando mais horas mais ácido fica o “iogurte”. O tempo de fermentação também é influenciado pela temperatura ambiente porque quando mais alta estiver a temperatura ambiente mais rápido fermenta. Deve deixar-se o frasco em sitio escuro e fresco, como por exemplo a despensa


Após a fermentação, procede-se à separação dos grãos de Kefir, do “iogurte” obtido, colocando no coador e auxiliando, delicadamente, com a colher. Quando estiverem separados, os grãos voltam para o frasco e adiciona-se o leite para a nova preparação e o “iogurte” obtido vai em copinhos ou taças para o frigorífico. 


Podem consumir natural, adoçar com mel ou compota de fruta, ou juntar fruta cozida ou ralada. Cá por casa eu gosto natural a meio da manhã ou da tarde e a filhota come ao pequeno almoço com flocos de aveia.
Deixem-me dizer-vos que muito do que tenho aprendido é com as pesquisas que faço na internet porque o Kefir é ainda muito desconhecido. A nutricionista da minha filha, por exemplo, pensava que se comprava no supermercado!



 Lucília – Sou leitora e seguidora do “Simplifica”




***
O post de hoje estava programado ser também sobre "alternativas" alimentares mas, tal como eu, houve quem ficasse a querer saber mais sobre o kefir, e a Lucília explica-nos mais um pouco daquilo que é a sua experiência.
Aqui encontrei também mais algumas informações
O meu, fica para a próxima semana...


Também tu tens dicas que queiras partilhar?
Vê aqui como.  


Kefir de leite - POST CONVIDADO

Todos nós nos preocupamos, cada vez mais, em ser saudáveis!

A nossa saúde passa, entre outras coisas, por ter uma boa alimentação, praticar desporto e dormir 8 horas por noite. Em relação ao desporto, não sou o melhor exemplo e acho que me falta o click para começar. Em relação à alimentação tento que seja o mais saudável possível.


Sou adepta de produtos o mais naturais possível. Em julho desde ano, a minha comadre falou-me do kefir de leite, também conhecido como flor do iogurte, um alimento probiótico que segundo pesquisas que fiz, na internet, é muito bom para a saúde e pode ser utilizado em inúmeras receitas. 

Resolvi aceitar a doação e comecei a preparar diariamente o meu kefir. 

O Kefir são pequenos grãos que se mergulham em leite e ficam a fermentar entre 12 a 48 horas e se alimentam da lactose do leite. Segundo o que encontrei em vários sites, tem inúmeros benefícios para a saúde em termos de problemas da pele, colesterol elevado, asma, osteoporose, alergias entre outros. 

Cá em casa, eu e a filha consumimos diariamente, pelo menos, um copinho de kefir e já fiz inúmeras receitas como podem ver na foto. 

Algumas das receitas que preparei: gelados com fruta, cheesecake, mousse de gelatina

Em relação aos benefícios, para já, foram realmente a nível da pele, a filhota melhorou muito da acne. Eu tenho problemas em relação a colesterol elevado e por isso decidi consumir, mas só nas próximas análises clínicas poderei concluir em relação aos benefícios. 

Alguém, por esse lado conhece este probiótico?

            






Lucília – Sou leitora e seguidora do “Simplifica”

Saberes e sabores

Em casa dos meus avós maternos, a minha mãe fazia todos os anos, por esta época, massa de pimentão caseira.

Habituei-me a ver a massa ser feita, no moinho de ferro que a minha mãe herdara da minha avó.

Achava aquilo sempre muito excitante e engraçado, porque implicava moer os pimentos da horta nesse moinho, e isso significava que eu tinha que dar à manivela.

Esta massa era feita não só para ter temperos para carne e peixe, mas principalmente para aproveitar a quantidade enorme de pimentos que a horta do meu avô produzia, evitando que se estragassem os que não conseguíamos consumir assados ou nos refogados e os que sobravam das ofertas a familiares e vizinhos.

O mais curioso é que a "receita" da massa de pimentão ficou gravada no meu subconsciente, adormecida bem lá nos baús das memórias da minha infância.

Durante quase uma década não houve massa de pimentão em casa dos meus avós, porque o meu avó faleceu tinha eu 8 anos e passados uns 8 anos, foi a vez da minha mãe partir...

Até ao dia em que numa conversa com uma amiga que adora cozinhar e é fã de produtos caseiros, da horta e tradicionais, eu lhe contava isto mesmo, que era um hábito fazer isto. Até lhe mostrei a "relíquia" do moinho, que eu guardava com carinho e estima.

Ora esta amiga não perdeu tempo e desafiou-me a ensinar-lhe através de demonstração.

Foi assim que eu e a minha querida amiga Antonieta passámos a fazer massa de pimentão uma vez por ano, para não só termos com que temperar os nossos cozinhados, como para oferecermos a amigos e familiares por altura do Natal, para ser uma prenda diferente.

Desde que o meu filho mais novo nasceu, esta "tradição" anual deixou de ser possível... por falta de tempo e pela distância geográfica que agora nos separa.

Mas há dias fui a casa dos meus primos... e havia pimentos enormes, lindos, cheirosos, pendurados dos pimenteiros e eu não pude resistir!

Trouxe comigo quantidade apenas para conseguir 3 ou 4 frascos.

E foi tão bom reviver esta tradição familiar e posteriormente, de amigas!

E aqui têm o registo fotográfico dos passos desta massa de pimentão caseira, feita à boa maneira antiga!

Lindo vermelho!

O velho moinho da minha avó

moer os pimentos e voltar a dar à manivela!

Ingredientes que adiciono ao enfrascar: dentes de alho, bolas de pimenta preta, folha de louro e azeite extra virgem

Produto final

Os pimentos, após serem moídos, são postos a escorrer de um dia para o outro, depois de terem sido polvilhados com uma mão cheia de sal grosso - ajuda a extrair a água da polpa naturalmente.

No dia seguinte, retira-se qualquer água que ainda se consiga e é só enfrascar em frascos limpos previamente e acrescentar outros ingredientes que vos agradem.

Cobrir com uma camada de azeite, para ajudar a preservar durante mais tempo.
Atenção para não encher muito, porque pode dar-se o caso de a massa ensopar o azeite e por alguma razão que desconheço, transborda.

Consumir a gosto!

Simples, não é?


Acompanhamentos para quem não tem tempo ou lhe falta imaginação #2

Já vos tinha aqui falado sobre algumas opções de acompanhamentos, para variar em relação às massas e arrozes e apresentei-vos algumas opções, quase todas elas sem glúten.

Mas para quem não tem restrições ou intolerância ao glúten, existem ainda outras opções de acompanhamentos.
Algumas delas comecei a usá-las há uns bons anos quando comecei a experimentar comida vegetariana.



A primeira que experimentei foi o couscous. Às vezes digo que faço amiúde e o comentário é sempre o mesmo: "não sei fazer"... "nunca fica de jeito..."

Ora o couscous deve ser dos acompanhamentos mais rápidos e simples de preparar e não tem nada que enganar:

Num recipiente/tigela de vidro, ou outro que possa ir ao micro-ondas (se não tiver micro-ondas, basta aquecer água no fogão ou num jarro eléctrico) aquecer a água já com umas pedras de sal a gosto.
Eu faço a olhómetro, mas creio que numa tigela média costumo pôr água no fundo que não exceda a grossura de um dedo (dose para 4 pessoas). Depois da água bem quente, usar as especiarias que se apreciar (eu uso pimenta preta ou açafrão) despeja-se o couscous até este ensopar a água e ficar sensivelmente da mesma altura da água.
Coloca-se 1 fio de azeite, ou margarina líquida, ou óleo de côco (ou outra gordura que preferir) e revolver um pouco com um garfo, de forma a que todos os grãos apanhem a água.

Deixar repousar por 3 a 5 minutos e volta-se a revolver tudo com um garfo. É importante que use um garfo, porque assim é que se garante que o couscous fica mais solto. E está feito!

A minha combinação preferida costuma ser couscous com açafrão e sultanas, mas também gosto da combinação de salsa picada com queijo mozarella fresca cortado em pedacinhos pequeninos.

Outra opção que uso muito é o bulgur, que é feito a partir de trigo partido, e consiste em grãos maiores que os do couscous. Este implica cozedura ao fogão na proporção de 1 medida de bulgur para 2 medidas de água. Como eu gosto dele macio, costumo pôr 2 medidas e meia e cozinho durante cerca de 15 a 20 minutos em lume médio. Pode ser comido apenas cozido simples, mas por vezes costumo ripar cenoura ou beterraba para lhe dar outro sabor.

A quinoa é outra possibilidade. Além de ser mais cara, cá em casa não é tão apreciada pelos outros elementos da família. A forma mais simples de a cozinhar é pôr 2 medidas de água por uma de quinoa num tacho e deixar ferver bem. Depois é adicionar a quinoa e cozinhar durante 5 minutos em lume médio. Deixa-se repousar durante 5 a 10 minutos e depois é só revolver com um garfo para ela ficar fofa e solta.

Ainda existe a opção do millet, ou milho painço que também é feito a partir do trigo e confunde-se facilmente com o couscous, mas implica cozedura similar à do bulgur. Confesso que entre os dois prefiro o couscous, não só por ser mais rápido de confeccionar, mas porque o grão fica mais rijo, como eu gosto.

Aí desse lado, também costumam usar estas opções?

São simples, como eu gosto!


Puré de Maçã



Quem, como eu, tem a sorte de ter fruta vinda directamente da horta, sabe que muitas vezes é desesperante ver tanta fruta a amadurecer mais rápido que aquilo que se consegue comer.

Estas maçãs ricadinha de Palmela vieram directamente das macieiras da minha vizinha. Por lá não gostam, e cá por casa também só eu que que as como.
Gosto delas "rijinhas", mais para o verde que para o maduro. 
Ao fim de três dias, já muitas estavam a ficar demasiado maduras para o meu gosto, eis que chega outra caixa...
Oh céus, o que fazer com tanta maçã?!?!

Uma hora depois, uma caixa e meia de maçãs estava descascada, foi ao lume com "dois dedos" de água e três paus de canela (que retirei antes de triturar).

Quando cozo em menor quantidade costumo deixar no frigorífico, que dura 5 a 6 dias. Desta vez, que foi o suficiente para encher dois recipientes (iguais ao da foto), optei por congelar.


Um óptimo acompanhamento para as papas de aveia do pequeno-almoço, para misturar com um iogurte para o lanche, ou até mesmo como acompanhamento de uns bifes de perú ou frango para o jantar.





Sim, hoje é sexta-feira.
Não, não era o meu dia de aqui escrever.
Mas a Sra. deste dia está de férias, merecidas, e deu-lhe a preguiça (ou a falta de tempo) de deixar um post agendado...
É esta a vida real


Acompanhamentos para quem não tem tempo ou lhe falta imaginação

Quando há uns bons meses atrás, decidi reeducar-me em termos alimentares, e decidi remover o glúten da minha alimentação (*), uma das maiores dificuldades que encontrei foi encontrar opções de acompanhamento para os pratos, que não incluíssem arroz ou massas, e que não passasse pela quase obrigatória salada.

A princípio pareceu-me mais complicado do que acabou por ser na realidade.

Experimentar foi importante na diversidade.

Saltear legumes num fio de azeite e alhos é algo bastante simples de fazer, não demora mais que 10/15 minutos (às vezes nem isso...) e resulta num acompanhamento cheio de sabor e carregado de vitaminas e tudo aquilo que os médicos recomendam. Misturar legumes diferentes quando os salteamos pode ser também uma forma de consumir aqueles legumes que gostamos menos ou que temos tendência a evitar.

Foi o que fiz com estes espinafres salteados com couve-flor (que eu sempre detestei, mas à qual me fui forçando a habituar) com uns pinhões à mistura. Dão um sabor diferente ao salteado e "escondem" aquele sabor que não aprecio na couve-flor.



Regressar a hábitos que conheci em criança, em casa dos meus pais, também se revelou benéfico.
Por isso, quando faço peixe ou carne assada no forno, aproveito e ponho umas batatas doces com casca, a assar.
Eu sei que a batata doce virou moda na alimentação de há uns tempos a esta parte, mas desde que me conheço por gente que se assavam batatas doces no forno a lenha em dias de cozer pão, e foram mais que muitas as vezes que o pequeno-almoço do meu pai consistiu em batata doce assada e uma fatia de pão, complementado com uma peça de fruta (ou não fossem os meus pais da terra da batata doce).

Quanto às habituais saladas como acompanhamento, também fui aprendendo a diversificar, para não ser sempre a mesma coisa... alface e tomate, ou só tomate, ou só alface. Descobri que gosto muito de incluir pedaços de manga madura e polvilhar com sementes de chia.


Há quem inclua folhas de agrião ou de espinafres e junte morangos cortados, no tempo deles. Eu particularmente gosto muito de acrescentar coentros frescos, dá-lhe um sabor mais leve e de "verão".

Outra opção são os purés. São simples de fazer e também não levam muito tempo. Basta cozer os legumes, escorrer bem e depois reduzir tudo a puré (eu uso um processador, mas na liquidificadora também dá), juntar uma colher de chá de margarina ou azeite (ou outro tipo de gordura que prefiram), sal e pimenta a gosto.
Eu habitualmente gosto muito de fazer puré de ervilha, de abóbora, de abóbora e cenoura, de cenoura e courgete, abóbora e couve-flor. As combinações são mais que muitas. Basta ir experimentando e ver os que preferem, ou que combinações funcionam melhor que outras.


Legumes assados são outra hipótese. Podem ir ao forno no mesmo recipiente que a carne ou o peixe, ou podemos usar outro tabuleiro para os assar à parte, ao mesmo tempo. O meu assado de legumes preferido é abóbora assada, com tomilho (fresco ou seco) e um fio de azeite. No final, costumo pôr um fio de mel por cima, para lhe dar um toque final. A courgete quando asso, deixo a casca, porque senão desfaz-se muito...
Também sou fã de beringela assada, mas é algo que implica alguma preparação, o que nem sempre me apetece...

Como vêem, há muito por onde escolher!







(*) - infelizmente, a minha reeducação descarrilou um bocado... a minha logística familiar não é muito fácil e ter duas crianças pequenas um tanto ou quanto esquisitas não contribuíram muito para ajudar a manter o ritmo.

Época do tomate



É certo e sabido que economizamos muito se consumirmos as frutas e os legumes da época.
Estamos em plena época do tomate.
Por cá, se muito se consume fresco em saladas, outro tanto é também usado na panela.

Embora se possa congelar inteiro ou já arranjado para utilizações futuras, eu prefiro guardá-lo já pronto a usar.


Na panela - tomate madurinho, cebola, alho, azeite e uma folhas de louro que retirei antes de triturar, sem sal.


Uma tachada que rendeu 9 porções.

Quando é que vai fazer mais jeito?
Naqueles dias que se chega a casa mais tarde que o previsto, ou sem vontade nenhuma de fazer jantar. Se a este refogado juntarmos um frango partido em pedaços, ou uma carne picada, ou uns lombos de peixe, ou o que houver no congelador pronto a consumir, o jantar fica pronto quase sem darmos por isso.

As férias ainda não começaram, mas já estou a imaginar que irão facilitar alguns jantares no pós-férias.

Truques.
Dicas.
Simples, certo?



Como fazer waffles rápidos e saudáveis

Apetecia-me qualquer coisa doce...não que o faça muitas vezes pois raramente o açúcar faz pare da minha dieta, mas não sei porquê apetecia-me.

Mas com o meu corpo ainda a recuperar de uma cirurgia comer açúcar estava fora de questão.

Pesquisei no Sr.Google e encontrei o chamariz perfeito - waffles simples


Como não tinha todos os ingredientes, eis a minha receita testada e aprovada:

1 ovo
2 colheres de sopa de farinha de trigo integral
2 colheres de sopa de farinha de côco
1 colher de sopa de skyr
1 colher de chá de fermente em pó
água q.b.

Numa taça juntei os ingredientes secos e noutra bati o ovo com o skyr e juntei tudo. Como a consistência ficou de uma massa de biscoitos, fui juntando água até ficar com a consistência de uma papa de bebé e deixei repousar por 5 minutos.

Como não tenho máquina de waffles não ficaram tão bonitos, mas a tosteira funcionou na mesma :)


Regados com mel souberam-me pela vida.

Rápidos.

Saudáveis.

Simples :)





Pequenos passos




Todos sabemos que o açúcar em excesso faz mal.
Mas, a partir de quando é que é em excesso?
Eu diria que é todo aquele que nós temos a escolha de adicionar ou não...

Se há alimentos como a fruta que têm "açucares naturais", há depois uma variedade cada vez maior de alimentos que contêm açucares "escondidos" que só se os eliminarmos por completo da nossa alimentação os evitamos.

Mas. vou centrar-me naquilo que me levou a este post.

Café.
Não há dia que não beba 3 ou 4.
Aqueles que bebo em casa, de máquina (de cápsulas), já há alguns anos que o bebo sem açúcar. O passo seguinte foi começar a reduzir lentamente a quantidade de açúcar adicionado ao café que bebia na rua, mais forte, logo mais amargo. A maioria das vezes não colocava mais que meio pacote. Depois houve uma altura que me convenci que o adoçante era "menos mau" que o açucar, mas afinal de contas, o que era ainda "menos mau" era o adoçante de stevia...
Mas depois o café deixou de me saber bem. Não gosto do sabor dos adoçantes...
Para quê complicar? Se o café de casa eu bebia sem açúcar, porque não também o de fora de casa ?!?!
Só custaram os primeiros.
Há mais de um ano que todos os cafés são bebidos sem açúcar.

Se em muitos "cafés" existem cestos com os pacotes para o cliente se servir, há outros tantos em que costumam colocar o pacote de açucar no pires. Esses, eu tenho o hábito de os guardar na mala.


É quando faço limpeza à mala que me apercebo da quantidade de açúcar que podia ter ingerido, e que por opção não o fiz.
Sem falar nos dois pacotes que colocam à disposição para um chá, uma meia de leite, ou até mesmo um copo de sumo natural...

Pode ser com pequenos passos, com uma escolha de cada vez, mas depende de cada um(a) de nós melhorar a nossa alimentação, fazer escolhas mais saudáveis.


Simples, certo?









Horta em vasos




Quem me segue lá do outro lado, sabe que moro no campo. Uma quintinha com muito espaço e uma vista maravilhosa.
Mas também é verdade que tenho dois cães e muita falta de tempo...

Se em tempos já tive uma horta normal, depressa os cães acharam que era bom sitio para andarem a correr.
Depois arranjei uma "horta alternativa", mas a bancada foi requisitada para outra função.

Não desisti.
Costuma dizer-se que quem não tem cão, caça com gato.
(bem, se calhar não é provérbio mais adequado, porque parte da culpa também é dos cães...)

Foto de Agosto do ano passado, aquando da plantação
Da esquerda para a direita, groselha, o vaso vazio esperava os mirtilos, e agora está carregadinho, physalis, bagas de goji e framboesas.
Na fila da frente, salsa, a hortelã que tinha sido transplantada e depois voltou a crescer, cebolinho, a taça vazia esperava os coentros (não resistem ao inverno, e todos os anos precisam ser substituídos), alecrim e mangericão.

Este ano já acrescentei o manjericão vermelho, os tomates cherry e a proxima é uma planta de stevia.

Nas floreiras em cima do muro, há morangos. 

Mesmo em vasos, e mesmo que só tenhas uma pequena varanda, é possível fazer uma pequena horta, com as variedades que mais gosto te dão.





Enganar a gulodice

Quando decidi enveredar por uma alimentação mais saudável, sabia que o mais complicado ia ser gerir a minha gulodice e o meu vício nesse pó que é o açúcar...

Por isso, achei que era importante encontrar mecanismos de recurso caso me desse um ataque de gula.

Procurei algumas receitas simples e fáceis de memorizar (sou daquelas preguiçosas que não gosta de andar a vasculhar os livros de receitas lá de casa...)  e encontrei esta da Filipa Gomes que não tem açúcar adicionado e não tem glúten. 

Numa tarde em que me deu assim um daqueles ataques súbitos de gula, tratei de experimentar a receita de muffins de banana e amendoim, mas no meu caso, usei manteiga de amêndoa caseira que fiz no processador e dispensei o chocolate amargo picado.

Pus os ingredientes todos na liquidificadora e em 5 minutos tinha a massa pronta.

Depois despejei na forma de queques e acrescentei só uns 3/4 mirtilos inteiros em cada um.

Esperei mais 10 minutos e estavam prontos a comer!



A rapaziada lá de casa aprovaram e em menos de 5 minutos os muffins tinham simplesmente desaparecido!

Outra vantagem é que além de matar a gula, saciam bastante e assim basta um muffin para acabar com a fome.

Simples e bom, como eu gosto!


Marmitas de Verão





Quem, como eu, costuma todos dias levar a marmita do almoço para o trabalho, deve também chegar a esta altura em que o tempo começa a aquecer e deixa de ter vontade de "comida de tacho". Começa a apetecer comidas mais leves e frescas e as saladas são uma óptima opção.

Saladas de tudo e mais alguma coisa, saladas de "restos" mas, saladas.

O ano passado experimentei pela primeira vez fazê-las (montar/transportar) em frascos. O que mais gostei neste método?
O molho que eventualmente possa ser usado não se entorna e, como fica no fundo do frasco, só fica em contacto com um (ou dois) dos ingredientes, evitando que tudo já esteja "mole" quando chegar a hora de comer.

Experimentei também fazer saladas em série, e mesmo ao fim de três dias "enfrascadas" não lhes notei diferença nem no sabor nem na consistência dos alimentos.

Marmitas simples e saborosas.

Quem desse lado também costuma enfrascar o almoço?





Como fazer sobremesas saudáveis com 2 ingredientes

Comer bem e de forma saudável é para mim uma prioridade (ás vezes demais....mas isso é história para outro post).


No entanto, como a Naná já falou aqui nem sempre é fácil fazê-lo no supermercado. Ou como a Maria explicou aqui o cansaço a preguiça ;) nem sempre colabora connosco.

As sobremesas são quase sempre o ponto fraco...e ainda que não as comas no dia-a-dia, com a chegada do verão começam a apetecer os gelados!

E começam já vocês a pensar...sim...vem-me cá com a conversa do gelado saudável...Bom, eu ia tentar ;), mas tenho de ser sincera...não é bem um gelado...esperem, esperem! É TÃO bom quanto o gelado!

Ainda ai estão!? ;)

Ufa! Vamos lá!


A base de um bom gelado é natas e digamos que inclui-las na nossa alimentação diária não ia correr bem,
Pois então, substituímos a cremosidade das natas pela banana - em termos de textura não notarão qualquer diferença. A outra fruta é apenas para complementar e não ser apenas banana.

Dou-vos duas ideias recorrentes e mais que aprovadas cá em casa - morango e mirtilo


Uma receita simples, deliciosa e muito saudável!