Em busca do preço perfeito




Toda a minha vida lidei com o público.
Toda a minha vida tive contacto com a caixa registadora.
Quando era criança, altura em que o meu Pai teve um café, quando ia para lá "ajudar", o meu lugar alternava entre a pia da loiça para lavar e a caixa registadora. Era aí que os adultos me achavam piada.
Ou então na arca dos gelados. 
Também era boa a vender gelados.

Também, desde sempre que sou consumidora.
Todos somos.

Desde cedo aprendi a analisar os preços.
O preços de compra enquanto consumidora, mas também os preços de compra e de venda enquanto "vendedora".

Hoje vamos falar sobre a análise de preços enquanto consumidores que todos somos.

Supermercados.
Existem para todos os gostos. Aqueles que se auto-intitulam baratos e os outros.
Qual o melhor supermercado?
Diria que é aquele que "mais de caminho" me fica e/ou encontro a maioria dos produtos que uso.

Valerá a pena correr vários supermercados à procura dos produtos mais baratos em cada um deles? E o tempo que perdemos? E as deslocações? Somos fieis a determinadas marcas ou optamos sempre pelas mais baratas?

Exemplos?
Iogurtes - gostamos de quase tudo cá por casa. Preferência pelos de pedaços ou "gregos". Dispensamos os de morango e a Mãe desta casa prefere quase sempre os naturais. Quais compro? Quase sempre os que estão em promoção, independentemente do supermercado, há sempre alguma marca que está em promoção.
Detergentes - não abdico das marcas que gosto. O preço praticamente não varia de supermercado para supermercado.
Ovos, sempre L ou XL, independentemente da marca ou supermercado.
Desodorizante, igual para os três, aquela, e exclusivamente aquela marca. Gel de banho também.

Falemos de outros preços, outras compras.
Vestuário.
Quem desse lado tem adolescentes em casa?
Nem que tivessem dois ou três roupeiros com roupa, há sempre coisas que querem precisam comprar.
Muito do vestuário que ela compra é com o seu dinheiro (aquele que lhe damos, que lhe dão), mesmo para que perceba que ele é finito. Já passou pela fase que que queria comprar muito, muito barato, para ter muito por onde escolher. Rapidamente percebeu que "aquela t-shirt" que foi tão, mas tão barata, não sobreviveu a meia dúzia de lavagens sem abrir buracos...
Afinal saiu cara, porque durou pouco tempo.

Fazes ou pagas para que te façam?
Tinha à vários meses uma saia e uma calças de ganga com o fecho estragado...
É certo que tenho máquina de costura, mas não tenho experiência neste tipo de "arranjos", e a preguiça de o fazer aliado ao medo de o fazer mal foi adiando o trabalho.
Se mais cedo tivesse optado por mandar fazer, provavelmente tinha poupado a compra de outro par de calças.

Já te aconteceu certamente ver um qualquer artigo, num qualquer sitio, que só mais tarde tomaste a decisão de o comprar. Entretanto vais a "outro" qualquer sitio, em que vês o mesmo artigo mas ligeiramente mais caro . Que fazes? Voltas ao sitio inicial para o comprar (pagar menos) ou conscientemente optas por pagar mais e comprar "já". Não ficará o preço que era mais barato, mais caro se tiveres de despender mais tempo e mais deslocações para pagar menos por ele?

Precisei recentemente de comprar lãs, para um xaile  que estou a fazer. Andei durante vários dias a convencer-me que teria tempo de ir a Setúbal. Não tive. Mas eu sabia exactamente aquilo que queria, não precisava ir "escolher". Os portes que paguei não terão saído mais baratos que o tempo, portagem e combustíveis?

Mais do que analisar os preços isolados, devemos calcular quanto nos custa realmente comprar este ou aquele artigo.

É para pensar.







1 comentário:

  1. Sim, pensar e pensar bem :)
    Temos de fazer realmente as contas todas ;)

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