Delegar tarefas




Acredito que na grande maioria dos lares, a sua gestão/organização esteja a cargo da mulher.
Não quer isto dizer que todas as tarefas sejam (nem devem) ser executadas pela mulher.

Bem sei que existem muitas estruturas de famílias diferentes, aqui vou falar sobre aquela que é a minha realidade - um casal com filhos, no meu caso, uma filha única, já adolescente.

Se encararmos a nossa família, o nosso lar, como uma empresa, todos temos de trabalhar em prol de. Todos temos direitos e temos obrigações.

A partir de que idade se deve levar as crianças a colaborar nas tarefas domésticas?
Eu diria que a tarefa de "pôr a mesa" foi atribuída à Matilde quando ela tinha uns 7 ou 8 anos. É tarefa dela. De há uns 2/3 anos para cá, também lhe foi atribuída a tarefa de tirar (e arrumar) a loiça da máquina, que digamos, é uma das tarefas com que eu menos simpatizo...

Sou eu que organizo as roupas para lavar.
Sou eu que (quase) todas as manhãs estendo a roupa. Aproveito que vou à rua e dou comida aos cães cá de casa.

Ao fim do dia é tarefa do marido apanhar a roupa.
E de voltar a alimentar os 4 patas.
Também é dele a tarefa "lixos".

Quem faz o jantar?
O que primeiro chega a casa..
Geralmente fica a cargo do "outro" o arrumar a cozinha.

Quando saio de casa de manhã gosto de deixar tudo arrumado...
Muitas vezes a saída da sala e ida para a cama à noite, já é feita com um olho aberto e outro fechado, e há sempre coisas que ficam desarrumadas. A filha já "aprendeu" a olhar de manhã e ver se é preciso arrumar as mantas do sofá, ou se ficou alguma coisa pelo chão.

Sou eu que geralmente faço as compras "da semana", mas quando acaba algo antes do previsto e é preciso ir ao supermercado a meio da semana, regra geral é ao marido que calha.

Podia dar dezenas de exemplos.
Embora não me caiba a mim a realização de todas as tarefas domésticas, foi por mim que passou a atribuição de tarefas a cada um, foi também de mim que partiu o "ensinamento" de ver o que há para fazer.

Mais do que pedir ajuda, devemos pedir partilha de responsabilidades.
E fica tudo mais Simples.





Como simplificar a decoração usando tabuleiros

Não, este não é um post de decoração :) mas é a nossa estreia neste tópico...apesar de ser assim uma mistura com a organização também ;)


Quando comecei a ler sobre organização e minimalismo, uma coisa que não estava disposta a abdicar era das minhas peças de decoração.

No entanto, tenho de reconhecer que superfícies planas atraem tralha e muitas peças de decoração podem fazer um espaço parecer desarrumado.

Ainda que não tenha muita coisa nos meus móveis, a utilização de tabuleiros ajuda muito:
a) são per si um elemento decorativo
b) ajudam a limpar o pó pois pegamos em todas as peças de uma só vez e estão todas juntas num espaço mais pequeno
c) criam sub-conjuntos de decoração, o que ao olho humano dá a sensação de organização

Na foto lá em cima uso para conter as peças que tenho no aparador (sim, tenho uma cómoda como aparador ;) ).


Para ter as minhas sementes de alfazema espalhadas pela sala, aqui num mini tabuleiro ;)


Ou para ter as minhas velas na mesa de centro. Aqui também facilita muito quando faço um jantar e esta mesa funciona como apoio - é só pegar no tabuleiro e já está ;)

E vocês, também usam tabuleiros para conter "tralhas"? :)


Aprender a ler para melhor comer

Quando decidi enveredar pelo caminho da alimentação mais saudável, uma das dificuldades que senti foi "mas como é que eu sei se os produtos que estou a comprar têm muito açúcar/sal/gordura?".

No início, olhava para os rótulos e lia apenas os ingredientes porque olhava para a grelha de informação nutricional e sentia-me completamente ignorante porque simplesmente não entendia nada do que lá estava...

Com alguma informação passada pela minha nutricionista há já alguns anos, fui aprendendo a perceber o que significa.
Depois ao longo do tempo tenho lido mais alguns artigos sobre isso e assisti a alguns documentários bastante interessantes (este, este e este) que também me ajudaram a desmistificar a informação que vem contida nos rótulos dos produtos que compramos.

O facto de algumas marcas terem passado a usar códigos com cores também ajuda a perceber logo à primeira vista se o produto é "saudável" ou não. Um produto que tenha muitos símbolos a vermelho é capaz de ser um que devemos comer ocasionalmente e com muita moderação.



Porque hoje em dia, quase tudo o que comemos passa por algum tipo de manipulação industrial, com a excepção dos legumes e das frutas (o que nem sempre é 100% linear, mas também não sou dada a fundamentalismos).

Essencialmente, percebi que saber ler o que vem nos rótulos dos produtos que compro é importante, para que eu possa fazer melhores escolhas, escolhas mais saudáveis.

Permite-me decidir se quero comprar os iogurtes da marca X ou Y, ou decidir entre as bolachas W ou Z, por exemplo.

E os critérios pelos quais aprendi a determinar as minhas escolhas prendem-se essencialmente com a informação referente a:

- hidratos de carbono, mas na parte específica que se refere aos açúcares
- sódio (a quantidade de sal que contém)
- lípidos, na parte que diz respeito às gorduras saturadas

Aqui podemos ver dois exemplos onde há diferenças, de marcas para marca.





No que diz respeito à lista de ingredientes, aprendi que o primeiro a ser apresentado na lista é aquele que existe em maior quantidade no produto. E que produtos que têm muitos corantes e conservantes e aditivos alimentares apresentam na sua composição várias designações compostas por um E seguidas de 3 algarismos.

Por isso, por norma, opto por produtos que tenham menor quantidade de açúcar (acreditam que uma vez encontrei umas bolachas em que por cada 100gr continham 34gr de açúcar???!!), que tenham menor quantidade de sal e de gorduras saturadas.
Já deixei de comprar produtos por causa da informação que vem contida na tabela de informação nutricional, porque fiquei chocada com o que lá estava descrito.

Por isso, se eu quero comer melhor, tenho que aprender a escolher melhor e para isso foi necessário "aprender a ler" o que estou a comer.



Cozinhar para guardar




Cozinhar.
Outra das tarefas que não tem fim numa casa.
Ao pequeno-almoço já estamos a pensar no almoço, e geralmente foi no jantar de ontem que pensámos no de hoje...

Poderia dizer que todas as semanas faço a ementa, poderia dizer que todos os fins de semana reservo algumas horas para para cozinhar, mas não.
Mas devia. 
Dizer que não faço sempre, não quer dizer que não faça nunca.
E quando faço, noto realmente a diferença nos horários corridos da semana.

Cozinhar para guardar, pode ser fazer uma sopa em maior quantidade, que dê para todos os dias da semana, pode ser cozinhar dois ou três frangos de uma vez e guardar para mais duas ou três refeições.



Como em tudo na vida, mais vale 5 minutos com vontade, que 2 horas sem ela.

Neste dia ao lume estavam: uma caldeirada para o almoço, carne picada a guisar para uma lasanha, tiras de pota para irem ao forno e uma sopa de legumes.
Ao fundo já estava uma sopa de grão a arrefecer.

Enquanto escrevo este post só me ocorre dizer-me: "começa masé a perder duas horas ao fim de semana, para ganhares meia dúzia delas durante a semana..."

Também na cozinha, se nos organizarmos a nossa vida fica mais simples.





Como reduzir o tempo na organização das meias

Em vossa casa também têm um bicho que come meias? E as cores/modelos são parecidos mas nunca bem iguais?

Eu tenho, ou melhor, tinha invariavelmente meias órfãs na lavandaria à espera que milagrosamente o seu par aparecesse. Ou duas meias pretas, uma mais preta que a outra...

Este problema era ainda mais grave com as minhas mini-meias pois são mais difíceis de distinguir.


Para resolver este problema, implementei alguns truques que mataram de vez o bicho que comia meias e todas as cores ficaram iguais! ;)

Dica 1 - depois de usar as meias, e antes de as colocar no cesto da roupa suja, enfiar uma meia dentro da outra.

Não, as meias não vão ficar mal lavadas e a cheirar mal! A água vai da mesma forma entrar na malha e o facto de roçarem uma na outra vai inclusivamente ajudar na lavagem. No estendal também as mantenho uma dentro da outra - no inverno até podem demorar mais um bocadinho a secar, mas nada de extraordinário!
 E o melhor de tudo? É só enrolar e arrumar depois de secas :)


Dica 2 - comprar as meias em packs de cores

Isto ajuda muito pois as cores serão todas iguais dentro do pack, por isso na hora de as emparelhar será tudo mais fácil. Os pretos serão todos pretos e os modelos iguais  ;)

Dica 3 - usar um saco de rede


O saco de rede ajuda a manter as meias toda juntas na máquina, assim como a proteger collants e mini-meias que são mais delicadas.

Quando termino de arrumar uma lavagem de meias, o saco é de imediato pendurado na lateral do cesto da roupa suja.
Assim, quando as ponho para lavar coloco-as logo lá dentro o que evita a perda de tempo a catar meias quando estou a colocar a roupa na máquina. ;)

Como faço a lavagem por cores, tenho um para meias brancas e outra para meias de cores.

Isto descomplicou muito a lavagem e arrumação semanal cá em casa. E vocês, também têm dicas e truques para partilhar?

Poupar para as férias

Há uns anos atrás, antes de ter sido mãe, era costume eu e o meu marido fazermos férias fora de casa. O facto de sermos oriundos da zona de férias por excelência de todo o resto do país faz com que queiramos fugir a sete pés na época de Verão. Enquanto uns vêm para sul, outros (como nós) só querem é rumar a norte!

Sempre fomos sempre adeptos do "Vá para fora cá dentro" porque há um país tão bonito para ir ver e conhecer.

Mas depois fomos pais e por uma razão ou por outra, deixámos de o fazer e optamos por passar fora de casa, mas aproveitando a casa de família, na Costa Vicentina.

Mas eu sinto falta de fazer as malas, carregar o carro e meter-me à estrada e ir por aí acima calcorrear este nosso Portugal!
E nos últimos anos isto tem sido cada vez mais marcado, talvez porque as crianças já começam a ter alguma autonomia e são mais "geríveis"...
Mas tenho esbarrado sempre no mesmo argumento... "não temos dinheiro para ir fazer férias fora de casa! Ainda por cima com duas crianças... os hotéis ficam super caros!"

Por estar farta de ouvir esta desculpa, decidi contrariar a coisa e tomar medidas para provar que isso afinal não é bem assim... e principalmente, ir finalmente passar umas férias a norte com a família.

Por isso, assim que o ano começou, decidi com os meus botões: vais começar a pôr dinheiro de parte para quando chegar a Setembro (altura em que invariavelmente tiro férias, porque me recuso a gozá-las no mês de Agosto!) haja dinheiro suficiente para pagar a estadia e os custos associados a umas férias.

A solução que encontrei foi a mais simples possível: se eu puser de parte 1 ou 2€ por dia, todos os dias até ao final de Agosto, aposto que vou ter dinheiro suficiente para poder ir!

Fiz duas simples contas de multiplicar e concluí que o ideal seria pôr 2€ de parte por dia.


Então e o subsídio de férias, serve para quê, perguntarão alguns...  pois, nem sempre são canalizados para as férias...
Muitas vezes servem para ficar de parte para depois suportar contas mais avultadas como seguros auto e habitação ou IMI's...

Arranjei um simples frasco de vidro (não me apeteceu gastar dinheiro num mealheiro... e os que encontrei eram medonhos!) e todos os dias vou lá colocando as moedas. Às vezes, em vez de pôr moedas, junto o valor de 5 dias e ponho uma nota de 10€.



E claro que fiz um quadro em Excel para não me perder com os dias e os euros...

Então e a questão do hotel ser muito caro?
Simples! Arrenda-se uma casa que sai mais barato!


Preparação da roupa para engomadoria





É cada vez menos a roupa que engomo, mas aquela que precisa mesmo de ser engomada, ultimamente tenho optado por levá-la para a engomadoria  - o meu tempo livre vale mais que o valor que pago mensalmente.

Entre camisas e lençóis, vão também calças e t-shirts. 
A roupa de vestir, escura, habituei-me desde sempre a lavá-la, estendê-la e engomá-la do avesso.

Quando comecei a usar os serviços de engomadoria pedi que me fizessem o mesmo. Até aí não estranharam, custou-lhes foi a "aceitar" que eu não me importava (até preferia) que essa roupa viesse do avesso - quanto menos voltas a roupa levar, menos se volta a amachucar.
Outro "pormenor", ao mandar os meus cabides, a roupa quando chega a casa está pronta para ir para o roupeiro, sem mais mexidas extra a mudar de cabide.
O cesto para que a roupa dobrada venha direitinha, o saco para que a roupa não apanhe poeiras - no porta-bagagens, que por vezes fica de um dia para o outro, ou na engomadoria enquanto espera pela sua vez.

Há desse lado dicas extra?