Como escolher um frigorifico

Este verão fui obrigada...sim que não me estava nada a apetecer...a comprar um frigorífico novo.

Esta não é uma boa noticia em qualquer agregado familiar, aliás como a compra de qualquer grande doméstico pois são bastante caros.

Mas dada a inevitabilidade da "coisa" tive de parar para tomar a decisão mais acertada.

Afinal, como devemos escolher um frigorífico?

Pode encontrar esta foto em https://pixabay.com/pt
Bom...não sei se há uma resposta certa, mas tal como para mim foi útil ouvir outras opiniões, pode ser que as minhas dicas sejam úteis no momento em que tenham de tomar a mesma decisão.

O primeiro choque que temos são as mil e uma opções de marcas, modelos e...preços.

Entrei em pânico.

Com calma sentei-me e pensei no que queria e no que não queria.

  • estabeleci um orçamento - um valor máximo que estava disposta a pagar
  • decidi que queria um frigorífico de gama alta - o meu durou apenas 6 anos e não ia correr o mesmo risco com um de gama mais baixa
  • gaveta interior de legumes única - o meu antigo tinha duas e não são práticas nem rentabilizam o espaço
  • prateleiras e gavetas sem aros de plástico - as antigas tinham e ganhavam bolor entre o vidro e o plástico que nunca conseguia limpar na totalidade
  • um congelador com maior capacidade e de tipo combinado dado que cá em casa um de 2 portas não fazia sentido 
  • tinha de ser no frost - existem vários tipo de frigorífico e este site ajudou-me muito. Optei por no frost porque não queria ter de andar sempre a descongelar como o antigo.
  • Classe energética o mais eficiente possível - aqui é preciso ter cuidado porque um modelo que tem classe mais eficiente (p.e. A++) não quer dizer que consuma menos que um de classe inferior. Comparem as característica de diferentes modelos.

Com esta lista de requisitos fui primeiro a uma loja física para ter consciência do tamanho dos modelos e ter um primeiro contacto com as várias opções.

Depois em casa procurei os melhores modelos para o orçamento que tinha, assim como a loja que oferecia melhor preço.

Por último fui novamente à loja física para escolher o modelo definitivo.

Aqui tive a sorte de ser atendida pelo empregado "guru dos frigoríficos" que me ajudou imenso e me levou ao local onde acabei por comprar o meu - zona das oportunidades.
E o que é isto? É a zona onde têm electrodomésticos que tiveram algum dano estético (riscos, amolgadelas, etc) e que têm descontos significativos.
Nesta zona havia opções com descontos de 50 a 60%, mas infelizmente devido a amolgadelas gigantes nas frentes que não tinha como disfarçar.

Mas aqui encontrei um frigorífico com uma pequena amolgadela numa das laterais, de um modelo topo de gama que estava fora do meu orçamento e que com o desconto pude adquirir.

1 mês depois de estar em casa estou muito satisfeita.

A escolha recaiu neste modelo e sem dúvida que o investimento na qualidade se vê rapidamente.

Foi fácil? Não.

Foi a escolha acertada? Não sei, foi a melhor que consegui naquele momento.

Cada vez mais temos de gastar tempo e investigar, estudar, perguntar se queremos tomar decisões conscientes enquanto consumidores.

E mudar o focus do nosso consumo para a qualidade e durabilidade e não para o "novo" e descartável.

Espero que a minha experiência vos possa ajudar!

Uma boa semana :)




Regresso às aulas

Parece que ontem foi dia de regresso às aulas para boa parte das crianças.

Eu que ainda estava em modo "férias", fui ontem um tanto apanhada de surpresa na reunião de início de ano lectivo perante a realidade de que as aulas começavam JÁ!

Eu que ainda planeava ir estender-me na Costa Vicentina e aproveitar o sol...

Todos os anos, preparo as coisas de antemão e com calma.

Não foi o caso ontem... apesar de eu já ter tratado da compra das fichas de actividades (meados de Agosto) e de boa parte do material escolar (primeira semana de Setembro).

Por norma, compro o material escolar que tenho a certeza que vai ser necessário assim que começam as promoções. Porque invariavelmente o que sucede é que quando finalmente sabemos a lista de material a comprar, já as promoções terminaram.

Mas não estava preparada para ter tudo identificado e pronto a levar para a escola.

Em anos anteriores recorria à colocação de etiquetas de papel para identificar cadernos e livros e borrachas e afins.

Mas ontem, além de o tempo ser reduzido, cheguei à conclusão que as etiquetas são pouco eficazes e demoram mais tempo a colocar... do que simplesmente usar canetas de tinta permanente ou de "acetato" como eu lhes chamo.

É eficaz, resolve o problema, não há o risco de ficar sujo como acontece com as etiquetas de papel e além disso não se estragam com a água.

E assim, enquanto preparava o jantar, despachei o que era necessário para o meu filho ir com tudo quase pronto para o início do novo ano escolar!



E por aí, como preparam o regresso às aulas?


Decoração no wc





Desde que haja luz natural, para mim a decoração ideal - plantas - cactos e suculentas

Quase que não precisam de mais água que o vapor dos banhos.

Simples.




Como cuidar de roupa de desporto

Num mundo perfeito a roupa de desporto seria lavada assim que chegasse a casa.


Mas no meu mundo isso não acontece por dois motivos:

  1. Não tenho roupa suficiente para fazer uma máquina 3 a 4 vezes por semana e gastar água e energia sem a rentabilizar
  2. Lavar roupa à mão de forma recorrente está fora de questão
Por outro lado minhas amigas (há algum amigo por ai? espero que sim :) ) roupa de desporto cheira mal, mas mesmo MUITO mal... :O

Por isso após várias tentativas, aqui ficam as minhas dicas para lidar com roupa mal cheirosa sem abdicar de comportamentos ecológicos e de poupança e ainda ficam com a casa a cheirar bem!


  • Assim que tiram a roupa NUNCA, mas NUNCA colocar num saco de plástico
Eu uso este tipo de saco que vêem na foto que são feitos numa fibra sintética mas respirável, um saco de rede é também uma boa opção. 
A circulação de ar vai reduzir a humidade e como tal vão desenvolver-se menos bactérias que é igual e menos cheiros. Quando coloco no carro abro bem o saco.
  • Quando chego a casa a roupa já está seca e coloco dentro de um alguidar da roupa na lavandaria e salpico com dois ingredientes mágicos que tenho às carradas em casa - bicarbonato de sódio e óleos essenciais
O bicarbonato é excelente para absorver cheiros e alguns óleos essenciais têm características anti-bacterianas (para além de cheirarem bem). Os meus óleos favoritos são o de limão e o da árvore do chá. O que faço é na tampinha (aquela ali da foto) coloco o bicarbonato e junto 4 gotas de óleo, depois é só salpicar a roupa
  • Assim que tenho roupa suficiente para fazer uma máquina coloco a lavar normalmente.
Outra dica importante na hora de lavar é a temperatura da água. A roupa de desporto tem muitos elásticos e os elásticos não gostam de água quente. Por isso se querem que a vossa roupa dure mais tempo, nunca usem temperaturas superiores a 30 graus.

E sim, no final de lavada a roupa vai estar limpa e cheirosa. Eu uso este detergente que vos ensinei a fazer, mas qualquer um resultará! :)

E vocês como fazem?

Boa semana


Puré de Maçã



Quem, como eu, tem a sorte de ter fruta vinda directamente da horta, sabe que muitas vezes é desesperante ver tanta fruta a amadurecer mais rápido que aquilo que se consegue comer.

Estas maçãs ricadinha de Palmela vieram directamente das macieiras da minha vizinha. Por lá não gostam, e cá por casa também só eu que que as como.
Gosto delas "rijinhas", mais para o verde que para o maduro. 
Ao fim de três dias, já muitas estavam a ficar demasiado maduras para o meu gosto, eis que chega outra caixa...
Oh céus, o que fazer com tanta maçã?!?!

Uma hora depois, uma caixa e meia de maçãs estava descascada, foi ao lume com "dois dedos" de água e três paus de canela (que retirei antes de triturar).

Quando cozo em menor quantidade costumo deixar no frigorífico, que dura 5 a 6 dias. Desta vez, que foi o suficiente para encher dois recipientes (iguais ao da foto), optei por congelar.


Um óptimo acompanhamento para as papas de aveia do pequeno-almoço, para misturar com um iogurte para o lanche, ou até mesmo como acompanhamento de uns bifes de perú ou frango para o jantar.





Sim, hoje é sexta-feira.
Não, não era o meu dia de aqui escrever.
Mas a Sra. deste dia está de férias, merecidas, e deu-lhe a preguiça (ou a falta de tempo) de deixar um post agendado...
É esta a vida real


Engomar cortinados?




Será que os cortinados precisam mesmo de ser engomados?

Eu diria que não,  a grande maioria nao.

Os mais fininhos, que têm alguma mistura de poliéster,  quase não se amachucam.
Quando os lavo, selecciono a centrifugação mais fraca, e saem da máquina directamente para o varão

Secam já pendurados.
É importante sacudi-los ligeiramente, para que "descolem".

Ao fim de umas horas já não se nota nada.

Os da sala, que são grandes e pesados (têm uma grande percentagem de linho), esses sim, nota-se um pouco mais o amarrotado.


Como são mais pesados, e porque ainda assim opto por os pendurar nos varões logo à saída da máquina de lavar roupa, enquanto secam deixo uma ou duas cadeiras a amparar-lhes o peso. Ao fim de meia dúzia de dias também praticamente não se notam vincos.

Curiosamente, ou talvez não, os únicos cortinados que são engomados são os mais pequenos, os da lavandaria. São 100% algodão, e esses sim, ficam muito amachucados.


Por aí, também já simplificaram esta tarefa?






O "fazer em casa" na minha vida real

Quem me segue no mundo da tatas, sabe que há muito procuro uma vida mais saudável.

Com essa busca veio inevitavelmente a necessidade de fazer coisas em casa já que era a única forma de controlar os ingredientes usados...

Encontra estas fotos em https://pixabay.com/

...aliada a uma curiosidade em aprender coisas novas e uma infindável fonte de informação que é a internet, o resultado foi desastroso...uma pressão que colocava em mim aliada a uma profissão que me consome tempo e o espírito.

Quando os sintomas se agravaram e a endometriose me obrigou a abrandar tive também o tempo para repensar a minha forma de vida.

Com esta doença tive necessidade de acelerar ainda mais o passo para uma vida saudável e sem químicos, mas o caminho que estava a seguir não era compatível com a minha vida real.

Encontra estas fotos em https://pixabay.com/
E como abdicar de produtos naturais estava fora de questão, foi necessário encontrar o equilíbrio...aliás como em tudo na vida.

Parar foi o passo essencial e quando nos damos tempo para pensar, todos os problemas têm uma solução.

Deixo-vos as minhas dicas e se quiserem partilhar como integram o DIY na vossa vida estejam à vontade :)

a) comprar produtos locais e biológicos e sim, são mais caros, mas cortando em outros produtos alimentares é muito fácil compensar

b) fazer apenas porque me apetece e me dá prazer - p.e. fazer as minhas conservas

c) seleccionar criteriosamente o que quero fazer em casa, sendo que para mim o factor principal foi tempo - tem de ser algo periódico (p.e. o detergente da roupa faço de 2 em 2 meses) e que demore menos de 30 minutos a preparar

d) se não conseguir encontrar alternativas de compra então fazer em casa. Acontece-me isso com a pintura do cabelo. Como não quero usar tintas comerciais, a alternativa foi pintar em casa.

e) se quero comer sem aditivos então tenho de fazer em casa - p.e não compro refeições preparadas, faço os hambúrgueres em casa e escolho a carne que uso, não uso saladas pré-lavadas pois são usados químicos para o fazer, etc

Sei que à primeira vista pode parecer muito radical ou quase obsessivo, mas acreditem que não. São apenas escolhas e se queremos ter comando na nossa vida, então temos que nos focar naquilo que efectivamente temos capacidade de influenciar...ou estaremos a desperdiçar energia  :)

E sim...de vez em quando também faço asneiras...a minha tentação são as francesinhas ;)

Boa semana