Comunicar





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Eu ainda sou do tempo do telefone de rodinha

Cresci a ter acesso ao telefone, em casa, quando chegava a casa, e era preciso esperar que a pessoa com que eu queria falar também estivesse em casa.

Tive o meu primeiro telemóvel já depois de casar (sim, já casei no século passado...) e, não querendo teimar, penso que na altura os telemóveis ainda não permitiam enviar nem receber mensagens.

Os telemóveis foram-se banalizando e era muito mais fácil falar com "qualquer um", em qualquer lugar.

O acesso à internet generalizou-se, e hoje em dia trocam-se email´s à mesma velocidade da conversa falada.

Agora, falemos de adolescentes.
"Precisam" estar sempre contactáveis. 
Não há adolescente  que não tenha um telemóvel, no mínimo um smartphone (não vou falar da sua real necessidade, e se a minha filha o tem é porque eu lho dei), mas de como o telemóvel parece uma extensão do próprio corpo.
Para onde ela vai, o telemóvel também vai.
Qual o propósito primário do telemóvel?
Telefonar?
Não, nem nada que se pareça.
A sua principal função é navegar nas redes sociais, ocasionalmente trocar sms com os amigos, e das poucas vezes que "toca" é uma chamada da Mãe, do Pai ou dos Avós...
Ao mesmo tempo que navega no Instagram para cuscar as vidas alheias, tem a, ou as conversas de grupo abertas no Snapchat, e até os trabalhos de casa por aí são partilhados.
Nada de "grave".

Quando queremos dar uma informação ou um recado a alguém é normal enviar um sms, um mail ou uma mensagem através de uma qualquer rede social. Não requer resposta imediata, pode esperar, para ser visto e retornado
Quando o assunto é "urgente", telefonamos.
Ou não.
Já viram um adolescente "telefonar"?
Muito raramente.
Mas já repararam certamente a velocidade com que escrevem e enviam mensagens.
E quando estão demasiado cansados para escrever e enviar mensagens?
Enviam mensagens de voz.
E recebem de seguida outra mensagem de voz.
E respondem em mensagem de voz.

Não era mais simples fazer um telefonema?!?!

Quem tem um(a) adolescente em casa tem tudo...



Não era este o tema de hoje, mas este foi o "tema" do regresso a casa de ontem
Não resisti. 
Não sabendo que etiqueta lhe atribuir, fica em (falta de) Organização




8 comentários:

  1. Olá Maria, adorei o seu texto. Tenho duas filhas (16 e 12 anos) e é tal e qual como refere. Algumas vezes peço para ligarem para A B ou C a perguntar algo e ambas enviam msg, tenho de ralhar e dizer que pedi para telefonar. E quando estão ambas no quarto e pergunto com quem estão a falar e uma responde que é com a mana (que por acaso está no mesmo quarto deitada ao pé dela) acho ridículo, fico com os cabelos brancos ;)

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  2. Percebo perfeitamente tudo o que escreveu. Tenho 4 netos adolescentes, portanto este é um caso que me é muito familiar.

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  3. Nem uma palavra retirava do teu post, é mais que verdade.
    Ninguém consegue viver sem o telemóvel, e o que mais me impressiona é ir comer fora e estar famílias inteiras nos telemóveis sem conversarem, que medo!
    Beijinho grande Maria.

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  4. Maria, estou a rir...rir muito mesmo.
    Beijinhos
    Egléa

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    1. Eu também me rio, mas é para não chorar...

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  5. Que verdade tão bem exposta. Tenho muito medo do futuro porque cada vez as pessoas conversam menos!

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  6. Olá Maria,
    Não tenho adolescestes em casa, mas convivo diariamente com eles, e concordo completamente com o seu texto, isto é a realidade :D :D

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    1. Não sei, até que ponto é boa esta realidade!!!

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